sexta-feira, 8 de setembro de 2017


Se eu pudesse explicar com palavras
O furacão do meu peito
Se eu pudesse desenhar

Para facilitar até o que eu não entendo
Falamos juntos coisas separadas
vivemos separados coisas juntas
e uno é o tempo de nossas vestes
distâncias e lugares:
sob o teto sem fim de nossa sombra
caminham nossas sombras de mãos dadas.
nem sei mesmo dizer o que mais quero:
se é ficar e morrer dessa tristeza

ou ir embora e morrer de tua ausência.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

silencio que fala

PIOR DO QUE UMA VOZ QUE CALA, É UM SILÊNCIO QUE FALA... Então, parei para interpretar a frase acima e ... imediatamente me veio à cabeça situações em que o silêncio me disse verdades terríveis pois, você sabe, o silêncio não é dado a amenidades. Um telefone mudo. Um e-mail que não chega. Um encontro onde nenhum dos dois abre a boca. Silêncios que falam sobre desinteresse, esquecimento, recusas. O perdão não vem, nem um beijo, nem uma gargalhada para acabar com o clima de tensão. Só ele permanece imutável, o silêncio, a ante-sala do fim. É mil vezes preferível uma voz que diga coisas que a gente não quer ouvir, pois ao menos as palavras que são ditas indicam uma tentativa de entendimento. Cordas vocais em funcionamento articulam argumentos, expõem suas queixas, jogam limpo. Já o silêncio arquiteta planos que não são compartilhados. Quando nada é dito, nada fica combinado. Quantas vezes, numa discussão histérica, ouvimos um dos dois gritar: " Diz alguma coisa, mas não fica aí parado me olhando! " É o silêncio de um mandando más notícias para o desespero do outro. É claro que há muitas situações em que o silêncio é bem-vindo. Para um cara que trabalha com uma britadeira na rua, o silêncio é um bálsamo. Para a professora de uma creche, o silêncio é um presente. Para os seguranças de um show de rock, o silêncio é um sonho. Mesmo no amor, quando a relação é sólida e madura, o silêncio a dois não incomoda, pois é o silêncio da paz. O único silêncio que perturba é aquele que fala. E fala alto. É quando ninguém bate à nossa porta, não há recados na secretária eletrônica e mesmo assim você entende a mensagem.

escrito em 03 novembro 2006 11:02 AM

Leviandade

A leviandade tornou-se o alicerce de muitas atitudes e ciclicas escolhas. Já não amamos ou odiamos pelo que somos ou fundamentado em que acreditamos. Nem sabemos mais quais são os valores que nos guiam e as verdades que nos conduzem. Dissipamos o bom senso, a noção de limite e a capacidade de crítica. E neste ritmo, nos arriscamos em sentimentos levianos, que não existem, que não têm raízes. Sentimentos precisam ser cultivados, nutridos e julgado como algo importante. E o que é importante precisa de dedicação, delicadeza, intensidade, tempo. Necessita de troca, partilha, disponibilidade, experiências em comum. É o exercício do sentir que torna real o sentimento. Mas abandonamos nossas referências sobre o que é sentir de verdade, e acreditamos que temos muito mais direitos e muito menos deveres nessas relações levianas e vazias que insistimos em alimentarmos. E toda vez que nos despojamos do que pode ser criativo, produtivo e transformador, chegamos mais perto das tragédias e da insanidade, das ações impulsivas e das escolhas desesperadas. Tropeçamos em nossas próprias armadilhas e nem percebemos. E o que temos feito?!? Leviandades... nada mais que leviandades... maiores, menores, homéricas, imperceptíveis... não importa o tamanho...

Temos cometido inúmeras leviandades e continuamos julgando nos os melhores, os mais corretos, os mais repletos de razões.

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quinta-feira, 14 de maio de 2009

Pra não dizer que não fui feliz

As palavras
Já não servem mais.
Nem os olhares
Nem o aperto de mão
Nem o abraço
Nem o beijo.
Virou tudo um jogo
Que somos obrigados
A jogar por toda a vida.
O sentimento não toca mais a pele
E os pelos.
Não há temperatura ao redor
Que derreta a mentira.
A simplicidade de não ligar
Se tornou Muito chamativa.
É mais simples
Deixar passar
Do que negar.
as risadas e choros se misturam.
Numa valsa Louca e permanente
Entre tentar entender
E virar as costas.
As palavras se tornaram
Tão Fracas
Repetitivas
Repetitivas
e ...Desnecessárias?
A mão que afaga
é a mesma que apedreja.
Busquei nas Estações alguma paz:
Nascia a flor, mas logo já morria,
Do frio – calor, das horas – fantasia…
Tudo um lampejo! Tudo tão fugaz!
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Perdida

Estou aqui doída
Perdida, sem saber
o que fazer.

Estou aqui, tão longe,
ningúem responde
Num deserto abrasador

Perdi a minha solidão
em algum colchão
e nem isso tenho para olhar

Estou aqui,mas tanto faz
Já não sei por onde começar
nem por onde parar.
É difícil conviver com uma ilusão porque ela não é sim nem não.
É meio termo e o meio termo atormenta por suas possibilidades.
As vezes as possibilidades acabam, as vezes não…
http://fernandocarrara.blogspot.com.br/2008/10/amores-impossveis.html

sexta-feira, 3 de abril de 2009

"Viajo ao interior
e me perco em diversos
espaços vazios
onde são escassos
a sabedoria e o pensar"

quarta-feira, 18 de março de 2009

Colher
O que não se Plantou.
Explodir
Além do que imaginava.
Tela pintada
Com cores da moda.

A vida, o mundo e a roda.

Uns josés , umas marias,
Uma tenda
Onde havia
Algum tipo de esperança.
O sorriso ingênuo de uma criança,
E a banca
Jogando forte.

A vida, o mundo e a morte.

Um resumo definitivo.
Amar não é verbo transitivo,
Talvez por isso
Eu busque um motivo
Para tentar entender,

A vida, a vida, a vida
Ávida
Por Você.
Tristeza ou alegria...
é sempre por amor.
Há sempre, no coração,
um espaço reservadopara as coisas da dúvida.
Do meu Amor nasce a incerteza
Sei bem o que quero
Mas não sei o que posso ter.

terça-feira, 17 de março de 2009

O vento me trouxe uma canção diferente

me fez acordar, sentindo na cama o frio da ausência

quando tocou meus cabelos desalinhando-os

me fez lembrar seu hálito suave tocando minha nuca

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saudades é estar presente na ausência e vencer através do silêncio é aproximar-se na distância e sentir quietude na alma dormindo nos braços da solidão... .

domingo, 11 de janeiro de 2009

"A vida não é nada mais que a explosão ocasional de risos sobre um interminável lamento de dor".

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

"Teria sido feliz se todo o regimento, pioneiros e todos mais, tivessem provado de seu doce corpo e eu nada soubesse. Oh, agora para sempre, adeus, minha mente tranqüila! Adeus, satisfação!”.

Otelo - Shakespeare

sábado, 27 de dezembro de 2008

Condenada injustamente fui, pelo roubo de uma galinha, oras se me julgas culpada e me condenas por uma galinha, pois então condenada que sou roubarei o galinheiro inteiro, não possuo a modéstia de um simples delito.
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Meu espelho reflete uma figura que desconheço,
Com os olhos enegrecidos pelo rímel borrado

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Sentimentos a deriva....
basta avançar para viver...
A noite cai no silêncio inquietante de um só instante...


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O barulho que tua ausência
transcorre em minha alma
é ensudercedor

Me transformo em uma via de mão única
e sinto o coração dilacerar


Então consigo perceber...que você se basta."

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